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Membro do governo em conflito de interesses - No negócio da entrega do hospital à misericórdia em S. J. da Madeira

Membro do governo em conflito de interesses

No negócio da entrega do hospital à misericórdia em S. J. da Madeira

O Bloco de Esquerda questionou o Governo, através do Ministério da Saúde, sobre os interesses que estão por trás da transferência do hospital de S. João da Madeira para a Misericórdia.

Para o Bloco, não estão a ser acautelados os interesses da população, muito pelo contrário. O que está a acontecer é que se está a entregar à gestão de um privado um equipamento que é público. O que está a acontecer é que se está a retirar os cuidados de saúde aos sanjoanenses para garantir um negócio à Misericórdia.

No meio deste negócio existe uma situação de claro conflito de interesses que faz duvidar ainda mais dos reais motivos desta transferência.

Na pergunta dirigida ao Governo, o Bloco de Esquerda lembra que “Manuel Castro Almeida foi Presidente da Câmara Municipal de S. João da Madeira quando se começou a falar nesta solução de privatização do Hospital. Chegou a anunciar que haveria um acordo para a compra dos terrenos e edifício à Misericórdia, o que se provou não ser verdadeiro, mas sabe-se que manteve contatos com a Misericórdia sobre o assunto da entrega do hospital público.

Manuel Castro Almeida é atualmente membro do Governo que tem como objetivo a entrega do hospital à gestão privada e é, em simultâneo, 1º secretário da Mesa da Assembleia Geral da Santa Casa da Misericórdia de S. João da Madeira. Esteve, portanto, em todos os lados do negócio, exercendo ativamente funções em conflito de interesses e sem se saber concretamente com que interesses”.

O Bloco lembra ainda as estranhas declarações públicas do provedor da Santa Casa da Misericórdia de São João da Madeira aquando da última Assembleia Geral, onde declarou, sobre Castro Almeida: “Tive sempre o seu apoio. Ajudou-me, abriu-me muitos caminhos, levou-me a sítios onde teria dificuldade de chegar”.

Esta é uma situação grave que mostra, uma vez mais, que a entrega do Hospital à Misericórdia não procura defender os interesses da população. Nas perguntas enviadas ao Governo, o Bloco denuncia o conflito de interesses desta situação e questiona sobre o valor do envelope financeiro que será pago à Misericórdia para ficara a gerir um equipamento que é de todos.

ler aqui as perguntas ao governo

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