Hospital de Ovar, Dr. Francisco Zagalo com problemas de financiamento
O Bloco de Esquerda reuniu recentemente com a Administração do Hospital Dr. Francisco Zagalo, no concelho de Ovar, tendo-se inteirado dos vários constrangimentos que fazem com que esta unidade hospitalar esteja a funcionar no limite das suas capacidades.
Um desses constrangimentos é o corte orçamental que tem sido feito, ano após ano, ao mesmo tempo que se tem exigido maior produção ao hospital.
Segundo os dados que nos foram fornecidos, em 2013, o hospital de Ovar teve um orçamento ligeiramente superior a 6,5M€ que desceu drasticamente em 2014 para 4,3M€ (já depois da transferência de alguns reforços). Sendo este um orçamento manifestamente insuficiente para garantir os mínimos de funcionamento desta unidade hospitalar, o dinheiro transferido em 2015 subiu para 5,2M€, ainda assim insuficiente para fazer face a todas as despesas.
Para garantir o regular funcionamento das valências e consultas de especialidade que ali se desenvolvem e, ao mesmo tempo, garantir o pagamento aos fornecedores, bem como o investimento necessários nas instalações do hospital, o orçamento deve ser aumentado.
A Administração comunicou que com o atual orçamento deixou derrapar os prazos de pagamento a fornecedores, é obrigada a manter um número mínimo de trabalhadores (estando no limite das capacidades de pessoal), é incapaz de fazer investimentos necessários no edifício, não conseguindo também melhorar ou aumentar os serviços ali prestados.
Sabemos que apesar de este orçamento ser claramente insuficiente, a atual tutela contatou o Hospital no sentido de este apresentar um Orçamento para 2016 em montante igual ao do ano passado, ou seja, um montante insuficiente.
Perante esta situação e tendo em conta que se não houver um aumento do orçamento do hospital de Ovar, pode estar em causa o regular e bom funcionamento do mesmo, assim como a boa prestação de cuidados de saúde prestada à população, o Bloco de Esquerda solicita informações urgentes ao Governo.
Face ao problema existente, o deputado Moisés Ferreira, já solicitou esclarecimentos ao governo. ler aqui
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