Share |

Eurospuma impõe congelamento de salários e enormes desigualdades salariais

Eurospuma impõe congelamento de salários, alteração das tabelas remuneratórias e enormes desigualdades salariais

A Administração da empresa Eurospuma, S. A., de Espinho, mantém os salários dos trabalhadores da produção congelados há cerca de uma década. Para além da perda de poder de compra que significa este congelamento salarial, a empresa está a tentar impor aos trabalhadores a mudança da contratação coletiva para poder continuar com os salários congelados no futuro.

A empresa está a querer impor a mudança do CCTV de Indústria Química para o CCT da Cordoaria e Redes. Desta forma, dado que as categorias profissionais são diferentes entre os dois CCT, o objetivo é continuar com os salários congelados e até procurar pressionar para reduzir a massa salarial atual.

A faturação da Eurospuma distribui-se da seguinte forma: espumas (60%), matérias-primas para colchões, edredons e almofadas (30%) e produtos acabados ligados aos têxteis-lar (10%). Como se percebe, a mudança do CCT é um mero expediente que visa atacar os direitos dos trabalhadores, dado que a faturação da empresa é largamente maioritária no setor químico. É necessário que as entidades públicas investiguem esta situação e garantam o respeito pelos direitos dos trabalhadores.

Por outro lado, enquanto uma larga maioria dos trabalhadores (os que estão diretamente na produção) têm os salários congelados e as remunerações seguem os escalões previstos no CCTV, há uma minoria que de forma discricionária recebe muito acima da tabela remuneratória. Esta desigualdade deve ser atacada e valorizados os salários mais baixos para que se aproximem das remunerações mais elevadas.

A Eurospuma teve, ao longo dos anos, importantes apoios públicos. Em troca destes apoios, a empresa comprometeu-se com a criação de novos postos de trabalho e o cumprimento de diversos direitos junto dos seus trabalhadores. Ainda em 2011 foi anunciado o alargamento da unidade produtiva existente, num investimento de 10 milhões de euros que teve uma grande parcela de comparticipação pública e comunitária. É inaceitável que uma empresa que teve um grande apoio público seja agora o foco de tamanhas tensões entre a administração e os trabalhadores e procure fugir às suas obrigações sociais.

Para o Bloco de Esquerda esta situação e inaceitável. Este é um exemplo concreto de um caso de exploração pura e simples. O líder parlamentar do BE Pedro Filipe Soares, questionou o Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social (ler aqui), também o Ministério da Economia (ler aqui) e a Câmara Municipal de Espinho (ler aqui).

AnexoTamanho
me.pdf312.81 KB
msess_.pdf332.31 KB
cme.pdf311.39 KB