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Em S. João da Madeira - Casal em risco de ir viver para a rua

Em S. João da Madeira - Casal em risco de ir viver para a rua

O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda enviou, no passado dia 3 de abril, um requerimento à Câmara Municipal de São João da Madeira, onde alertava para a situação de um casal que corria o risco de vir a viver na rua depois de o senhorio ter recusado a renovação do contrato de arrendamento e ter tentado o despejo destas pessoas, inclusivamente recorrendo à força policial.

Nesse mesmo requerimento o Bloco de Esquerda descreveu a situação de fragilidade do casal em questão: duas pessoas, ambas na casa dos 60 anos, ambas com pensão por invalidez, com doenças que os impedem de trabalhar e que obriga a despesas permanentes na farmácia. Com rendimento global na ordem dos 600€, este casal não consegue encontrar uma casa no atual mercado de arrendamento, pelo que não tem qualquer alternativa ao despejo, correndo o sério risco de ficar a viver na rua.

Na resposta a este requerimento a Câmara Municipal, além de ter tentado desculpar uma atitude ignóbil de um senhorio que ameaçou pôr na rua duas pessoas fragilizadas, nada mais adiantou sobre as medidas que iria desencadear para evitar que estas pessoas ficassem sem abrigo. Esta situação de emergência exige resposta imediata e concreta, algo que a Câmara Municipal não fez.

O Bloco de Esquerda insiste, por isso, nesta situação.

Em primeiro lugar, porque sabemos que a situação destas pessoas se agravou e que toda a ansiedade provocada pela ameaça permanente do despejo obrigou mesmo ao internamento psiquiátrico de um dos membros do casal;

Em segundo lugar porque, tanto quanto se sabe, o senhorio continua irredutível na intenção de despejar estas duas pessoas, sem querer saber da incapacidade ou da idade das mesmas;

Em terceiro lugar, porque continuam a não existir alternativas para este casal. Por isso, a Câmara Municipal tem de providenciar, com urgência e rapidez, uma resposta concreta. Quanto mais tempo demorar essa resposta, mais a saúde destas pessoas se degradará.

Esta situação é de um sofrimento terrível e precisa de uma resposta imediata.

O Depurado Moisés Ferreira já questionou a câmara de S. João da Madeira. Ler aqui

AnexoTamanho
requerimento_cmsjm_despejos_2.pdf448.06 KB