Deputado do BE quer plano de contingência para o distrito de Aveiro no caso de surto de gripe
O Governo alertou a população para o fato de vários hospitais estarem já muito próximos do limite da sua capacidade; tendo isto em conta, o mesmo Governo aconselhou a população a não se dirigir às urgências hospitalares sem antes tentar outras vias, como é o caso da Linha Saúde 24.
Considerando que Portugal ainda não viveu, este ano, um surto de gripe e tendo em conta que é expectável que este surto ocorra no início do ano de 2016, é fundamental saber que medidas estão a ser tomadas para garantir que o SNS e os hospitais conseguem dar resposta a um aumento da afluência.
Se hoje em dia (e ainda sem esse pico de afluência) alguns hospitais já se encontram no limite da sua capacidade, então é da maior importância que exista já um plano de contingência no caso de vir a ocorrer um surto de gripe.
Lembramos que no ano passado o surto de gripe mostrou uma série de serviços de urgências em rutura. As imagens a que o país assistiu no ano passado não se podem repetir este ano. Não podemos permitir que o surto de gripe crie espera de largas horas nas urgências hospitalares ou crie situações de rutura no internamento dos hospitais, levando a colocar os doentes em macas nos corredores dos hospitais.
O distrito de Aveiro viveu dramaticamente esta situação. Tanto o Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga, assim como o Centro Hospitalar do Baixo Vouga entraram em rutura de serviços. No Hospital S. Sebastião, por exemplo, a espera nas urgências ultrapassou as 10 horas, registando-se inclusivamente a morte de um doente enquanto esperava para ser atendido. Na altura, tanto o Hospital São Sebastião, assim como o Hospital Infante D. Pedro foram incapazes de dar respostas às necessidades de internamento por falta de camas disponíveis.
Situações dessas são inadmissíveis. Por isso, o Bloco de Esquerda pretende que o Governo esclareça qual o plano de contingência que tem já preparado para o distrito de Aveiro para um eventual pico de afluência motivado por um surto de gripe. É imperativo que esse plano esteja feito e que preveja o reforço do atendimento, assim como o reforço das camas para internamento. O deputado Moisés Ferreira questionou o governo. Ler aqui
| Anexo | Tamanho |
|---|---|
| gripe.pdf | 256.24 KB |