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Bloco contra encerramento de balcões dos CTT no distrito de Aveiro

Bloco contra encerramento de balcões dos CTT no distrito de Aveiro

Em 2013 os CTT encerraram mais de 100 estações de correios por todo o país. O Governo de então – do PSD e do CDS – estava a preparar a privatização deste serviço público e não olhava a meios para agradar aos privados.

Por isso, antes de vender a maior parte dos CTT em bolsa, garantiu-lhe uma licença bancária, a exclusividade da venda de certificados de aforro e o encerramento de vários balcões e estações. Tudo feito à medida dos interesses da Goldman Sachs e do Deutsche Bank (os maiores compradores da parte dos CTT que foi posta à venda) e tudo contra os interesses das populações que se manifestavam contra o encerramento de mais um serviço público nas suas terras.

Depois da privatização aconteceu o que se esperava que acontecesse: os grupos privados que ficaram à frente dos CTT puseram a mão ao dinheiro que este serviço gerava. Em vez de investir no serviço público, repartiram os lucros entre si e foram delapidando o serviço postal existente em Portugal.

Em 2013, os CTT deram 61M€ de lucro e os acionistas privados distribuíram 60M€ entre si; em 2014, ficaram com 70 dos 78M€ de lucro; em 2015 apropriaram-se de 71 dos 72M€ de lucro; em 2016 distribuíram entre si 74M€ apesar de os CTT terem lucrado ‘apenas’ 62M€.

Não podem, por isso, vir agora dizer que precisam de restruturar, de despedir e de encerrar balcões quando nos últimos anos os CTT têm gerado lucro. O problema é que esse lucro tem sido todo absorvido pelos acionistas privados.

Não se pode, por isso, aceitar que os CTT pretendam encerrar mais 22 balcões de correio em todo o país, voltando a reduzir a presença deste serviço público e abandonando populações que precisam destes balcões para diversas operações, como o envio de cartas, a receção de encomendas, o pagamento de portagens ou de outras contas, ou o levantamento dos vales referentes a reformas e outras prestações sociais, por exemplo.

Os três balcões que a administração dos CTT pretende encerrar no distrito são em Águeda, Paços de Brandão e na universidade de Aveiro. São milhares de pessoas que vão ser afectadas por esta decisão. Os CTT têm que respeitar o seu dever de serviço público, pelo que consideramos que este encerramento não deve acontecer e que o Governo deve intervir no mesmo. O BE já exigiu do governo PS, medidas urgentes para que estes balcões não sejam encerrados.