BE quer intervenção urgente do governo nas antigas minas do Pejão (Castelo de Paiva)
Desde os incêndios de outubro que afetaram grandemente o concelho de Castelo de Paiva que os resíduos do carvão das antigas minas do Pejão estão em combustão. Há três meses que a população é sujeita a um cheiro desagradável e é exposta à inalação de compostos nocivos para a saúde. Trata-se de um caso grave para a saúde pública, mas também para o ambiente, com emissões de gases de estufa e de vários poluentes.
A situação é aliás visível a olho nu, com fumo a sair do solo. A CCDR informou que a estação de medição mais próxima (Paços de Ferreira) não detetou valores anormais de poluentes. No entanto esta estação situa-se a norte, portanto no sentido contrário dos ventos dominantes.
O carvão estará a arder no subsolo, nas entulheiras das antigas minas, onde se situam várias toneladas de resíduos o que pode levar a que esta situação perdure durante muito tempo se não existir nenhuma intervenção em sentido contrário.
O tempo volvido, de 3 meses, é já excessivo pelos efeitos na população, mas também por permitir que a combustão chegue a áreas mais profundas das entulheiras, dificultando a resolução da situação.
Tendo em conta o impacto que esta situação pode ter no ambiente e nas populações mais próximas (que há três meses são expostas à inalação de gases e de fumos provenientes desta combustão), o Bloco de Esquerda considera que o Governo deve tomar medidas para salvaguardar a saúde destas pessoas.
O deputado do Bloco de Esquerda, Moisés Ferreira já questionou o governo pedindo uma intervenção urgente. Ler aqui
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