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BE propõe investimento e proximidade nos cuidados de saúde em vez da constituição de uma Unidade Local de Saúde para o Entre Douro e Vouga

Bloco de Esquerda propõe investimento e proximidade nos cuidados de saúde em vez da constituição de uma Unidade Local de Saúde para o Entre Douro e Vouga

Em agosto de 2016 o Governo constituiu um grupo de trabalho para analisar a criação de uma Unidade Local de Saúde do Entre Douro e Vouga. O estudo foi entregue no dia 30 de novembro do ano passado e propunha a constituição de uma unidade que englobasse os hospitais de Santa Maria da Feira, Oliveira de Azeméis, Ovar e S. João da Madeira, aos quais acresceriam ainda os centros de saúde destes concelhos e dos concelhos de Vale de Cambra e de Arouca.

Esta mega-estrutura – que passaria a abranger 6 concelhos e cerca de 350 mil pessoas – estava assente em pressupostos errados. Em vez de pensar na prestação de melhores cuidados de saúde e na proximidade desses cuidados à população, o estudo encomendado pelo Governo assentava mais na racionalização de meios e em pressupostos económico-financeiros.

A proposta da criação da Unidade Local de Saúde do Entre Douro e Vouga, tal como era apresentada pelo estudo encomendado pelo Governo, trazia riscos que o Bloco de Esquerda não aceita porque prejudicam a população.

Desde logo, a maior concentração de valências no hospital mais diferenciado. Já vimos isso acontecer com a criação do Centro Hospitalar: o hospital de Santa Maria da Feira concentrou muitos serviços e os outros hospitais foram esvaziados. Isto trouxe um duplo problema: as populações ficaram obrigadas a mais deslocações porque os seus hospitais de proximidade perderam valências, e o hospital de Santa Maria da Feira ficou congestionado, aumentando em muito as listas de espera.

Para o Bloco de Esquerda, qualquer solução futura não pode cair nos mesmos erros do passado. O que é realmente importante fazer é o investimento nos hospitais e centros de saúde existentes na região.

Em vez de racionalização e concentração de meios, temos que contratar mais profissionais e melhorar os serviços prestados nas unidades de saúde, seja melhorando os serviços e valências prestados em cada um deles, seja inovando e criando novos serviços. É fundamental que os centros de saúde sejam dotados de algumas especialidades como a medicina dentária e a psicologia, por exemplo; assim como é fundamental aumentar a capacidade de internamento nos hospitais existentes.

O estudo da chamada Unidade Local de Saúde do Entre Douro e Vouga não respondia a nenhuma destas questões, nem previa mais investimento ou aumento do financiamento.

Por isso, o Bloco de Esquerda apresentou uma iniciativa legislativa na Assembleia da República, através do deputado eleito pelo distrito, que recomendava ao Governo que recusasse a constituição dessa Unidade Local de Saúde nos moldes em que era proposta pelo grupo de trabalho. Ler aqui a proposta

Surpreendentemente – e infelizmente para as populações – o PS e o PSD optaram por chumbar esta recomendação. O Bloco de Esquerda considera que estes partidos (assim como o CDS, que se absteve) prestaram um mau serviço à região e às pessoas. Ao rejeitar a proposta do Bloco de Esquerda estão a defender a ideia de uma Unidade Local de Saúde que será prejudicial para a qualidade dos serviços de saúde na região.

O Bloco de Esquerda não desistirá desta questão porque considera que ela é fundamental para as pessoas. Continuaremos a defender o investimento nos centros de saúde e nos hospitais da região e a combater qualquer ideia de concentração e corte de meios.

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