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BE preocupado com a paragem nas obras do Serviço de Urgência do hospital de S. João da Madeira

BE preocupado com a paragem nas obras do Serviço de Urgência do hospital de S. João da Madeira

O Bloco de Esquerda sempre se opôs ao encerramento do serviço de urgência do hospital de S. João da Madeira porque consideramos que este serviço era da maior importância para a população e porque o seu encerramento iria congestionar as urgências do Hospital S. Sebastião, em Santa Maria da Feira. Efetivamente, o encerramento deste serviço comprovou tudo isto que o Bloco de Esquerda dizia: as populações ficaram pior servidas e o hospital de Santa Maria da Feira sofreu com o aumento de pessoas nas urgências e com a incapacidade de responder a todas estas solicitações.

Com a atual maioria parlamentar e com propostas apresentadas e discutidas em Assembleia da República, inclusivamente do Bloco de Esquerda, foi possível evitar a privatização da gestão deste hospital que o anterior Governo tinha colocado em curso. Foi possível ainda a reabertura do serviço de urgência. A sua reabertura tem melhorado a prestação de cuidados de saúde à população e tem melhorado a capacidade de resposta do Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga.

No entanto, as instalações do serviço de urgência necessitam de intervenções, de forma a melhorar o circuito de triagem, o conforto dos utentes na sala de espera, o aumento do espaço e da capacidade na sala de observações e tratamentos, que neste momento funcionam em espaços pequenos e ficam facilmente lotadas.

Foi anunciado, há exatamente um ano, o projeto de investimento e requalificação do serviço de urgência do hospital de S. João da Madeira. Previa-se, na altura, que a obra demorasse dois meses. No entanto, um ano depois, as obras não foram concluídas. Estão paradas.

O Presidente do Conselho de Administração do CHEDV já disse publicamente que esta paralisação nas obras se deveu a “divergências entre o hospital e o empreiteiro” porque, ainda segundo o mesmo responsável, o empreiteiro incumpria sistematicamente os prazos. Dado o incumprimento, interromperam-se os trabalhos e terá que haver agora o lançamento de um novo concurso para concluir a obra que está parada.

São necessários, por isso, mais esclarecimentos.

Em primeiro lugar e mais importante: que medidas serão tomadas para que as obras se concluam o mais rapidamente possível, tendo em conta que esta situação temporária e provisória não pode prolongar-se e tendo em conta que estas obras são muito importantes para melhorar a qualidade do Serviço Nacional de Saúde na região.

Em segundo lugar: que incumprimentos reiterados foram imputados ao empreiteiro e por que razão. E por que razão a obra foi adjudicada a este empreiteiro? Na altura foi acautelada a capacidade que o mesmo teria para respeitar os prazos e o projeto?

O Bloco de Esquerda considera que as obras devem ser retomadas imediatamente, de forma a que possam ser concluídas rapidamente.

O deputado Moisés Ferreira já questionou o Governo. ler aqui

AnexoTamanho
ms_obras_na_urgencia_do_hospital_de_sjm.pdf414.21 KB