BE exige ao governo mais meios para extinguir o Incêndio nas minas do Pejão
BE quer reforço de meios para extinguir o incêndio que continua a lavrar no subsolo nas escombreiras das antigas minas do Pejão e Intervenção das autoridades de saúde para avaliar e minimizar o impacto do incêndio
O subsolo e os resíduos das escombreiras das antigas minas do Pejão, em Pedorido, concelho de Castelo de Paiva, estão em combustão há mais de 1 ano.
De facto, desde os incêndios de outubro de 2017 que nesta zona continua a lavrar um incêndio subterrâneo que vai consumindo resíduos de carvão. São cerca de 180 mil metros cúbicos de material em combustão, com vários metros de profundidade e a temperaturas que atingem, e em alguns casos ultrapassam os 700 graus centígrados.
Esta situação merece preocupação. Em primeiro lugar porque a emissão de gases e a dispersão de cinzas provenientes da combustão pode ter impactos na saúde da população, em especial daquela que vive mais próximo da zona das antigas escombreiras onde lavra o incêndio. Em segundo lugar porque se o incêndio não for dominado pode atingir dimensões de catástrofe uma vez que existem na zona veios de carvão que se forem atingidos entrarão também em combustão.
O Bloco de Esquerda esteve no local em dezembro passado e registou a enorme preocupação da população, bem como a necessidade de reforçar os meios no terreno para permitir uma extinção do incêndio mais célere.
A EDM – Empresa de Desenvolvimento Mineiro, S.A. necessita de, pelo menos, duplicar os meios no terreno. Isso mesmo foi dito por parte de engenheiros desta empresa pública que está à frente dos trabalhos para a extinção deste incêndio. É necessário que se esclareça ainda o porquê de a EDM não ter feito atuado neste local logo a seguir aos incêndios de dia 15 de outubro de 2017, deixando assim o local em combustão durante cerca de 1 ano até ter iniciado a sua intervemção.
Para além disso, é necessário que também as autoridades de saúde pública intervenham nesta situação, avaliando os possíveis impactos para a saúde da população e adotando medidas para que esses impactos sejam minimizados.
Na altura em que o Bloco de Esquerda visitou o local as autoridades de saúde ainda não tinham sido envolvidas e não tinha sido dada qualquer informação à população sobre medidas a tomar para a autoproteção, por exemplo.
O Bloco de Esquerda considera que, em nome da proteção das populações, em nome da proteção do ambiente e de forma a prevenir uma catástrofe ainda maior, é necessário o reforço imediato de meios no terreno e o envolvimento das autoridades de saúde.Se a combustão não for controlada, o fogo subterrâneo pode chegar às jazidas de carvão que existem neste local e provocar uma catástrofe.
É necessário o reforço de meios no terreno para que o combate ao fogo seja mais célere e eficaz. É necessário que a Câmara Municipal e a EDM informem a população do que ali se passa e desenvolvam planos e procedimentos para proteção da saúde e segurança dos moradores. É necessário o envolvimento da Autoridade de Saúde. É isso que o Bloco de Esquerda defende e é isso que o Bloco de Esquerda exigirá do Governo e da Câmara Municipal.
O Deputado Moisés Ferreira questionou hoje o Ministério da Saúde(ler aqui) e o Ministério da Economia(ler aqui)
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