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Emprego sim, escravatura não

Emprego sim, escravatura não

“Nem tudo o que vem à rede é peixe”, já diz o nosso povo. O critério nas escolhas que se fazem é determinante para que um território avance, nos caminhos da modernidade. Quando não há critério, o pântano emerge das profundezas, engolindo qualquer hipótese de avanço civilizacional.

Os autarcas e governantes, que verdadeiramente querem desenvolver o território que gerem, têm que fazer escolhas que protejam sempre as populações, os seus direitos e a sua qualidade de vida.

Quando se trata de procurar empresas para se sediarem nos concelhos que gerem, como é obvio, os autarcas/governantes competentes, honestos e politicamente conscientes do seu dever de gerir o bem público, escolhem empresas com responsabilidade social, que consideram os trabalhadores como o seu “capital” mais valioso, fechando a porta do território a patrões sem escrúpulos, que vivem de expedientes, de pagar salários baixos, assentes na mão-de-obra intensiva, que fazem do assédio moral uma forma de gestão e do desrespeito pelos direitos laborais e humanos.

Os verdadeiros autarcas/governantes que, efectivamente, estão para servir as populações potenciam a criação de verdadeiro emprego, mas nunca da escravatura. Só os homens e mulheres sem carácter, nem dignidade, é que aceitam tudo os que lhes metem à frente, por desconhecimento ou por interesses obscuros.

Um autarca/governante honesto insurge-se sempre que alguém tenta espezinhar ou explorar um cidadão que viva no território que está sobre sua alçada.

Todos sabemos que há quem nunca na vida tenha tido algum tipo de princípios. Que está na política, não por qualquer tipo de princípios ideológicos, ou com o objectivo de melhorar a vida das pessoas, mas apenas e só pelo protagonismo pessoal e pelo dinheiro.

Fases como esta; “se queres ser alguém anda para o meu partido, aqui safas-te”, são reveladoras de personalidades adoentadas.

Indigentes patéticos (mas que se consideram importantes), são aqueles que quando têm de escolher entre quem explora e os pobres explorados, se colocam de joelhos a lamber os pés aos exploradores, esquecendo os explorados. Como é miserável a beatada enfarpelada que prefere ficar ao lado dos traficantes, do que das vítimas de assédio moral.

Há alguns a atingirem patamares de decadência extrema. Só conseguem dar entrevistas, se forem eles mesmos a escrever as perguntas.

Segundo um recente estudo da DECO, um em cada três trabalhadores está em risco de "burnout". Contra factos não há argumentos. Da realidade é impossível fugir. Cá temos o tão famoso trabalho escravo. Defendido com unhas e dentes, como se de emprego se tratasse, pelos fanáticos cães de fila, dos algozes que esmagam o presente e roubam o futuro das populações.