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Empreendedorismo caritativo

Empreendedorismo caritativo

O esvaziamento do estado social, menos estado, e a chamada responsabilização da sociedade civil - passar os serviços para entidades não estatais - não é um chavão, mas uma operação ideológica de controlo social.

Com isto destrói-se o estado social, fragilizando fortemente a democracia e reconstrói-se o estado assistencialista. Em Portugal os conservadores reconquistam o seu saudoso estado novo, edificado pela sociedade Salazar & Cerejeira. Na europa, voltamos ao tempo antes da segunda guerra mundial e tudo o que vivemos por essa altura.

A frase "Não nascemos todos iguais", é dita diariamente às escondidas por vários figurões da nossa sociedade. Só a cobardia tradicional da nossa pseudo elite, que ao primeiro confronto mete o rabo entre as pernas, é que tem evitado a normalização do “não nascemos todos iguais”.

Que as nossas elites são trapaceiras, parolas e que vivem como as baratas escondidas debaixo das sotainas, tentando snifar água benta para se tentarem credibilizar e ganhar um lugarzito no céu, já todos sabemos.

O que muitos não sabiam e ficaram agora todos a saber, é que a caridadezinha é uma forma de acumulação de mais-valia, por parte da nossa santa burguesia.

Como são um bando de incapazes e nem o uso da gravata os credibiliza, dedicaram-se a extorquir os mais pobres. Tipo carteiristas desqualificados, que só conseguem assaltar velhinhos em cadeiras de rodas.

É vê-los envaidecidos a todos, a dirigir as chamadas organizações da sociedade civil, mas que só sobrevivem com dinheiros do estado e dos donativos daqueles que ainda acreditam que tanta bondade não traz água no bico.

Juram aos santos de barro que tudo o que fazem, é para ajudar o povo, mas da carteira deles nem um cêntimo sai.

Os últimos acontecimentos são claros. É necessário reforçar o estado social e colocar a justiça no encalço dos larápios que roubam as esmolas aos pobres, os donativos e os dinheiros públicos.

Estes empreendedores caritativos são um bando de parasitas subsídio-dependentes, que se alimentam à custa dos nossos impostos. Não produzem nada, não têm dignidade, vivem da mentira, da aparência e de vigarizar os mais desvalidos da sociedade.

Por muito que tentem comprar um acampamento celestial, estão tramados, vão acabar no enfermo, atolados de lama até ao pescoço.